Capital e educação escolar na obra de Dermeval Saviani: apontamentos críticos

January 13, 2016

 

Autor: Ademir Quintilio Lazarini

 

ISBN: 978-85-65999-27-4.

 

1ª edição: Instituto Lukács, 2015

 

Páginas: 480

 

R$ 16,50 + Frete

 

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Orelha: Este livro analisa criticamente algumas das teses matriciais de Dermeval Saviani a respeito da relação entre capital e educação escolar. A base teórica que o fundamenta assenta-se especialmente nas categorias econômicas desenvolvidas por Karl Marx em O Capital. Recorre-se também a outros fundamentos teóricos do materialismo histórico que o Autor d' O Capital desenvolveu em conjunto com Friedrich Engels. A partir desses fundamentos, procura apreender arelação de reciprocidade entre a base econômica da sociedade capitalista (aprodução e reprodução ampliada do capital) e a educação escolar, sem perderde vista que a determinação social, em última e decisiva instância, tal como afirmavam Marx e Engels, está posta no complexo econômico. O período histórico delimitado para análise no livro situa-se entre o final da década de 1970 a2010. Nesse período Saviani fundou e vem desenvolvendo as principais teses e proposições político-educacionais da Pedagogia Histórico-Crítica. As principais conclusões apresentadas neste livro é que Saviani se apropria de maneira problemática e/ou equivocada de algumas das categorias econômicas centrais desenvolvidas por Marx e que essa apropriação tem uma ordem de consequências de suma importância para as suas compreensões teóricas de fundo e para as suas proposições estratégicas de caráter político-educacionais.No limite, elas entram em contradição com o seu referencial teórico e com o projeto histórico que pretende defender, ou seja, a construção do socialismo como meio para a superação do capitalismo.

 

Sumário:


Introdução

1 - Capital e educação escolar: os fundamentos da questão
Introdução
1.1 O “saber elaborado” como “meio de produção e/ou força produtiva”
1.2 O taylorismo/fordismo como “expropriação do saber dos trabalhadores”
1.3 A “revolução microeletrônica”: as “virtualidades” da reestruturação produtiva
1.4 A hegemonia da classe trabalhadora por meio das instituições educacionais
1.5 A tese do trabalho como princípio educativo
1.6 Trabalho “não-material”: alternativa ao trabalho produtivo e trabalho improdutivo
Capítulo 2 - Capital como relação social: considerações a partir da concepção marxiana

Introdução
2.1 Capital como relação social
2.2 O trabalho como atividade fundante e ineliminável dos homens e o trabalho na forma social do capital
2.3 Forças produtivas e meios de produção
2.4 A força de trabalho
2.5 Força de trabalho parcial e unilateral da manufatura
2.6 O trabalhador coletivo combinado da grande indústria moderna
2.6.1 Educação da classe trabalhadora na grande indústria
2.6.2 Produção de mais-valia relativa, educação e degradação infantil na classe trabalhadora

Capítulo 3 - Capital e educação escolar na obra de Dermeval Saviani
Introdução
3.1 Crítica à concepção do saber como “meio de produção” e/ou “força produtiva”
3.2 A educação do trabalhador unilateral da manufatura na visão de Adam Smith
3.3 Taylorismo/fordismo como “expropriação do saber dos trabalhadores”
3.3.1 Questões ontológicas e históricas sobre a “desapropriação do saber” dos trabalhadores
3.3.2 A prioridade econômica do taylorismo e a sua aplicação fordista
3.4 O fetichismo sobre a reestruturação produtiva: consequêcias para as teorias educacionais
3.4.1 As bases do amálgama lógico-formal
3.4.2 Ilusões sobre as “virtualidades” da polivalência toyotista e da tecnologia de base microeletrônica
3.4.3 Reestruturação produtiva de base microeletrônica e educação formal: alguns questionamentos
3.5 A construção da hegemonia contrassistêmica nas instituições sistêmicas: o caso das instituições formais de educação
3.6 O “trabalho como princípio educativo”: objeções concretas no capitalismo
3.6.1 Trabalho e educação como categorias ontologicamente distintas
3.6.2 A educação como “trabalho não-material”: simbiose entre idealismo e empirismo sensitivo
3.6.3 “O trabalho como princípio educativo”: objeções basilares
3.6.4 O trabalho pode ser o princípio educativo de uma teoria educacional voltada à superação da sociedade atual?
3.7 Proposições politicistas e descaminhos propositivos

3.8 Atividades educativas emancipadoras: pressupostos e indicações preliminares
Considerações finais

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