Educação e Precarização Profissionalizante: crítica à integração da escola com o mercado

September 11, 2019

Autor: Deribaldo Santos

 

ISBN: 978-85-65999-40-3

 

Páginas: 264

 

1ª edição, Instituto Lukács, 2017.

 

Preço: R$ 13,50 + Frete

 

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Este livro reúne pesquisas produzidas entre 2010 e 2014. Elas se tornaram possíveis graças a articulação entre a Faculdade de Educação, Ciências e Letras do Sertão Central da Universidade Estadual do Ceará (FECLESC/UECE) que potencializou a criação do Laboratório de Pesquisas sobre Políticas Sociais do Sertão Central (Lapps), nascido das investigações desenvolvidos no interior do Grupo de Pesquisa Trabalho, Educação, Estética e Sociedade (GPTREES) que, por sua vez, é fruto do Instituto de Estudos e Pesquisas do Movimento Operário (IMO).
 

Orelha: Quando o assunto é a formação da classe trabalhadora, não há diferença significativa se o discurso vem de políticos, religiosos, desportistas, jornalistas, artistas, intelectuais, entre outros privilegiados pela mídia capitalista. De modo uníssono reedita-se, ou como quer o pensamento pós-moderno, ressignifica-se, com independência de qual fase histórica se fala, a defesa da formação, qualificação e/ ou requalificação profissional para determinada parcela da população. A essa defesa articula-se a ideologia de que o indivíduo é o responsável principal pelo sucesso e ou fracasso de sua carreira profissional, uma vez que deve fazer a escolha correta por qual ramo deve se profissionalizar/requalificar. Podemos apontar com alguma margem de segurança que, de maneira geral, não há hipocrisia nessa retórica, pois são raros os defensores da educação profissionalizante como saída para os problemas do desemprego, violência urbana, desornamento do meio ambiente, entre tantas outras problemáticas, que assumem essa modalidade para seus próprios filhos. Generaliza-se a defesa de que essa especificidade deve ser destinada para formar a força de trabalho, os trabalhadores e seus filhos. Para a elite e para os estratos intermediários, protege-se a educação considerada clássica.

 

SUMÁRIO

Introdução

Capítulo 1: Globalização, neoliberalismo e pensamento pós-moderno: apontamentos acerca da crise estrutural do capital

1.1 A crise do capitalismo contemporâneo e sua explicação pelas categorias meszarianas: uma introdução

1.2 Contexto, limites e contradições do binômio global-neoliberal

1.3 Pensamento pós-moderno: o terceiro vértice da tríade de sustentação da crise estrutural do capital

Capítulo 2: Complexo educativo e desenvolvimento social: notas sobre a história e o contexto da dicotomia educacional

2.1 O desenvolvimento capitalista e a consagração pública da dicotomia educativa

Capítulo 3: Formação omnilateral: elementos sobre politecnia e educação tecnológica

3.1 Trabalho cooperativo, manufatura e indústria moderna: para abrir o debate sobre omnilateralidade

3.2 Educação tecnológica e politecnia: algumas especificidades acerca da omnilateralidade

3.3 Qualificação profissional e o papel do intelectual orgânico no contexto de luta de classes

3.3.1 Palavras necessárias sobre o intelectual orgânico: contexto e desdobramento

3.3.2 Educação profissional e formação do intelectual orgânico: elementos para o debate

Capítulo 4: Técnica e tecnologia para o desenvolvimento econômico e educativo: os limites e as contradições de uma ambivalência

4.1 Alguns traços da ambivalência

4.2 Técnica e tecnologia na compreensão de Álvaro Vieira Pinto: desvelando a ambivalência

4.3 Educação profissional e tecnologia: a escola do trabalhador no centro de interesse do mercado

Capítulo 5: Síntese do contexto e do desenvolvimento do ensino médio-profissionalizante no Brasil: uma crítica onto-histórica

5.1 Para iniciar o debate

5.2 Contexto histórico da problemática dualidade classista presente na educação brasileira

5.2.1 Educação e desenvolvimento precário: a idiossincrasia do atraso em ação

5.3 Políticas públicas educativas e desenvolvimento capitalista sob articulação neoliberal

5.4 Neoliberalismo e reformulação educacional no Brasil contemporâneo: a profissionalização imposta por

decreto

Capítulo 6: Precarização da formação profissional no Brasil: pressupostos, concepções e interesses

6.1 A ressignificação da profissionalização dos trabalhadores brasileiros: uma introdução

6.2 Pedagogia das competências para a precarização profissionalizante: síntese, conceito e crítica

6.2.1 As intermitências da pedagogia das competências: os contornos do problema

6.2.2 Pedagogia das competências: breve revisão crítica conceitual

Capítulo 7: Formação médio-profissionalizante e ensino superior não universitário: dois traços da precarização

7.1 Ensino profissionalizante ressignificado: a migração da precarização para o nível superior

7.2 Graduação tecnológica como alternativa de formação superior não universitária para a classe trabalhadora brasileira

7.3 Indicativos de crescimento precário do ensino superior no Brasil: alguns dados

Considerações finais

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